Iraque inicia ofensiva contra um dos últimos redutos do EI

As forças iraquianas iniciaram nesta quinta-feira uma ofensiva contra a localidade de Hawija, um dos dois últimos redutos do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no país, anunciou o primeiro-ministro Haider al-Abadi.A regi&a…

Compartilhe...
rp_23686303.jpg

Raphael Gomes: a culpa é sempre do treinador?

Raphael Gomes: a culpa é sempre do treinador?

O presidente pode fazer investimentos errados, o vice de futebol pode contratar errado e o craque do time pode não render dentro de campo. Todos eles podem errar, mas só o treinador é demitido. Bater na tecla de que ser técnico de futebol no Brasil é praticamente insalubre não é mais novidade. Eles perdem seus cargos quase na mesma velocidade em que seus times levam gols e despencam na tabela. A cada rodada, vemos o levantamento – que já não nos surpreende – de quantos são demitidos a cada mês, semana ou dia. 

Leia mais:
Gustavo Manhago: qual técnico vai cair nesta rodada da Série B?
Média de troca de técnicos no Brasileirão é uma das maiores dos últimos anos
Eduardo Baptista será apresentado na Ponte Preta nesta quinta

Porém, sejamos repetitivos: até o momento são 18 trocas de comando em 24 rodadas de Brasileirão. Ouço Maurício Saraiva e não me canso de concordar: “Eu não peço demissão de treinador, pois não quero que alguém peça a minha.” Você já parou para pensar que a culpa disto é nossa? 

Eu digo “nossa”, nós todos. Sem exceção. Desde jornalistas que pedem uma troca na primeira série de resultados ruins, passando por torcedores que gritam “burro” na arquibancada como se isto fosse realmente mudar algo, passando por dirigentes que não tem convicção das suas escolhas, chegando até nos próprios treinadores, que por conta de um mercado inchado negociam com clubes que já tem colegas empregados ou que aceitam um emprego sem, no mínimo, um projeto.

A cultura do imediatismo do treinador está impregnada no meio. É lindo lembrar que o Corinthians manteve Tite depois de uma eliminação na Pré-Libertadores para o Tolima e um ano depois foi campeão da Libertadores e do Mundial. Quantos de nós não teríamos demitido ele naquele dia? Sorte a do Corinthians não tê-lo feito, né?

Não vamos longe. Rogério Zimmermann treinou o Brasil de Pelotas por cinco anos. Torcedor da dupla Gre-Nal, quem foi o último técnico a treinar Grêmio ou Inter por cinco anos? Ou melhor, será que alguém já ficou este tempo todo no cargo? Sua demissão foi cogitada uma dezena de vezes, não sejamos hipócritas. Mas depois de todo este tempo, vamos analisar. O Xavante – que estava na Segunda Divisão do Gauchão – hoje disputa a Série B. Melhorou (e muito), não? Coincidência?

Sei que há um sindicato dos treinadores brigando por melhores condições de trabalho e regulamentação da profissão. Porém, quem sabe não começamos fazendo um “mea-culpa” e tentamos analisar trabalho ao em vez de resultado? Eu já comecei por aqui.

Compartilhe...
rp_23700205.jpg

Luan, Patrick e renovações: as missões do Grêmio no próximo mês

Luan, Patrick e renovações: as missões do Grêmio no próximo mês

A partir de agora, Renato terá um mês para ajustar o time do Grêmio antes do início das semifinais da Libertadores. Até o primeiro confronto com o Barcelona-EQU, dia 25 de outubro, em Guayaquil, o técnico já terá recuperado de forma completa da lesão muscular na coxa direita o atacante Luan, centro criador de sua equipe.

A importância do jogador, que só entrou em campo nos minutos finais contra o Botafogo, foi destacada por Renato na entrevista coletiva depois da vitória.

– Ter um jogador de criação no meio facilita tudo. Ele faz o time jogar, os volantes o procuram. Sem Luan, estamos jogando praticamente com três volantes – analisou.

Leia mais
Romildo exalta caráter de Luan e garante inscrição de Patrick na Libertadores
Classificação do Grêmio à semifinal da Libertadores gera memes nas redes sociais
Renato comemora classificação e sonha com o Tri: “Quero terminar o ano com mais uma faixa no peito”

Foi por não contar com o criador que Renato precisou improvisar Léo Moura na equipe. Uma experiência que não rendeu frutos, a ponto de Renato trocá-lo por Everton aos 37 minutos do primeiro tempo. Uma atitude por ele definida como corajosa.

– Às vezes dá certo, às vezes não dá. Cabe ao treinador enxergar. Léo Moura não estava mal, mas a equipe não estava se encontrando – observou Renato, antes de admitir que teme medo de sofrer um gol – O Botafogo estava nos acuando. Então, decidi atacar. 

– Ao dizer que estava com a adrenalina alta e que tomaria alguns chopes para relaxar, Renato pediu tempo para falar sobre o adversário nas semifinais. Fez questão, contudo, de valorizar o feito da equipe equatoriana dentro da Vila Belmiro, ao derrotar o Santos.

– Com certeza, será um jogo muito difícil. Mas, agora faltam quatro jogos. Degrau a degrau, vamos em busca de mais um título – disse, antes de agradecer aos jogadores pela homenagem feita no vestiário, antes do jogo, por ter completado um ano como técnico do Grêmio.

– Ouvido também depois da partida, o presidente Romildo Bolzan Júnior disse que, se pudesse, renovaria já neste momento o contrato do treinador.

– Só não sei quanto ele vai pedir – sorriu.

Compartilhe...
rp_23700142.jpg

Quando tudo fica igual na Libertadores, a tradição e a força da camisa pesam

Quando tudo fica igual na Libertadores, a tradição e a força da camisa pesam

Foi um jogo de Libertadores, com temperatura, aguerrimento e vibração que compõem o DNA desta competição que é o retrato dessa nossa América. Deu Grêmio . Porque nesta hora em que tudo fica igual na Libertadores, a tradição e a força da camisa na competição pesam.

O Botafogo foi melhor no primeiro tempo, criou quatro oportunidades para liquidar a decisão. Mas perdeu-as. E em decisão assim não se pode perder tantas oportunidades. O Grêmio teve uma. E fez o gol . É isso que fazem times donos de muitas páginas neste 58 anos de vida da Libertadores. 

Leia mais:
Cotação ZH: veja as notas dos jogadores do Grêmio na vitória sobre o Botafogo
Como joga o Barcelona de Guayaquil, adversário do Grêmio na semifinal da Libertadores
Renato comemora classificação e sonha com o Tri: “Quero terminar o ano com mais uma faixa no peito”

O Grêmio do final do primeiro tempo, a partir da troca de Leo Moura por Everton, foi mais perto do que se espera do time. Teve intensidade, foi mais agudo na frente e organizado no meio. A vaga trouxe de bônus mais de um mês para recolocar a casa em ordem, recuperar e deixar a pleno Geromel e Luan e preparar-se para penúltima etapa. 

Faltam quatro jogos para o Tri. E a forma como deixou para trás as quartas de final, com dificuldades, gol de centroavante e comunhão com a torcida, vitaminaram a equipe para, quem sabe, passar dezembro em Abu Dhabi. 

Compartilhe...
rp_23694805.jpg

A decisão do STF sobre rebaixamento que Grêmio e Inter estão festejando

A decisão do STF sobre rebaixamento que Grêmio e Inter estão festejando

Uma decisão do STF derrubou exigências do Profut, o programa de refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol. 

A lei condicionava a participação em campeonatos à comprovação de regularidade fiscal e trabalhista. Também punia com rebaixamento quem não estivesse em dia com impostos federais. 

Leia:
Grêmio pede ao Ceará a antecipação do  retorno do meia Tontini, de 22 anos
Atento à rodada, Guto Ferreira alerta os jogadores sobre a aproximação dos demais times ao G-4
O Inter tem uma “sombra” de luxo para os seus atacantes titulares

O ministro Alexandre de Moraes entendeu que, mantida a redação, um time poderia cair para a Série B sem que houvesse outro para substituí-lo. 

Outra questão, chamada pelo ministro de “insegurança jurídica”: um time ser impedido de disputar um torneio devido a uma cobrança que, ali adiante, se mostrasse indevida. 

Os clubes aplaudiram a decisão. 

Outras colunas de Diogo Olivier

Compartilhe...